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Pesquisadores analisam empatia em diferentes espécies animais
Um estudo realizado por pesquisadores da Ruhr University Bochum, na Alemanha, focou na manifestação da empatia entre diferentes espécies, especialmente em ratos. O trabalho, liderado pelo professor Albert Newen, foi publicado na revista Biological Reviews em 28 de junho de 2023, e busca entender o que caracteriza a empatia, como ela se manifesta em experimentos prévios e por que varia entre espécies.
Contexto do estudo sobre empatia
A pesquisa se baseou em observações comportamentais, incluindo um experimento clássico de 2011, publicado na revista Science, onde um rato livre ajudou a libertar um companheiro preso e, subsequentemente, compartilhou alimento. O objetivo foi desenvolver um modelo que permita medir a empatia de forma mais precisa, evitando classificações simplistas entre ter ou não ter esse traço.
Modelo proposto para medir empatia
Os pesquisadores propuseram que a empatia é uma característica que se manifesta em diferentes níveis, e não de forma binária. Para isso, identificaram cinco dimensões principais que ajudam a medir essa capacidade: reconhecimento das emoções do outro, compreensão da situação, percepção de estados mentais, flexibilidade comportamental e orientação da ação em benefício de outro indivíduo.
Resultados da análise com ratos
Os resultados indicaram que os ratos apresentam uma capacidade moderada de identificar emoções e situações, mas têm dificuldade em compreender estados mentais complexos. No entanto, demonstraram alta flexibilidade comportamental e a disposição de ajudar outros indivíduos, evidenciando um comportamento que vai além do interesse próprio.
Experimentos como referência na pesquisa
Dentre os experimentos analisados, destaca-se o de 2011, onde um rato livre decidiu libertar um companheiro mantido preso. Esse ato de auxílio foi considerado pelos pesquisadores como uma possível evidência de empatia, uma vez que o rato não apenas buscou alimento, mas também priorizou a liberdade do outro.
Distinção entre empatia humana e animal
Os pesquisadores, incluindo a colaboradora Maja Griem, argumentam que, embora os ratos apresentem formas de empatia, elas são distintas das observadas em humanos. A principal diferença reside na capacidade limitada dos ratos de compreender estados mentais mais complexos, o que os impede de ter uma empatia semelhante à humana.
Implicações e conclusões do estudo
A pesquisa oferece uma contribuição significativa ao possibilitar uma classificação mais detalhada da empatia entre espécies. Em vez de simplesmente determinar se um animal sente ou não empatia, o estudo permite identificar quais dimensões desse comportamento estão presentes e em que intensidade. Os autores concluem que os ratos possuem um perfil de empatia parcial, com ações flexíveis de ajuda, mas limitados na leitura de estados mentais complexos.
Próximos passos na pesquisa sobre empatia
Os pesquisadores planejam continuar suas investigações sobre a empatia em outras espécies, utilizando o modelo proposto para ampliar a compreensão sobre como diferentes animais manifestam esse comportamento. As futuras pesquisas poderão aprofundar ainda mais a compreensão das capacidades empáticas em diversas espécies.









