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Uso de YouTube não caracteriza vício, afirma advogado do Google

Imagem: Olhar Digital

Julgamento em Los Angeles discute alegações de vício em plataformas digitais

Durante a abertura de um julgamento no Tribunal Superior de Los Angeles, o advogado do Google, Luis Li, defendeu que o uso médio de 29 minutos diários no YouTube não configura vício. O caso envolve uma jovem de 20 anos, identificada como K.G.M., que processa o Google e a Meta, alegando que as plataformas foram desenvolvidas para viciar adolescentes.

Contexto geral do caso

O julgamento, que se estenderá até o final de março, é considerado um marco para diversas ações similares movidas contra empresas de tecnologia nos Estados Unidos. A jovem Kaley, como é chamada no tribunal, afirmou em depoimentos anteriores que não se considera viciada, o que foi corroborado por seu pai e terapeuta.

Principais pontos do fato

1. O advogado Luis Li destacou que Kaley assistiu, em média, 4 minutos e 9 segundos de vídeos sugeridos diariamente e 1 minuto e 14 segundos de YouTube Shorts. Ele argumentou que o uso limitado da plataforma não indica dependência.

2. Li negou que funcionalidades como "rolagem infinita" e "reprodução automática" tenham sido projetadas para induzir vício, afirmando que essas opções podem ser desativadas pelos usuários.

3. O advogado também mencionou que não existem dados de uso do YouTube da jovem antes dos 15 anos, visto que seu histórico foi apagado, e que o YouTube foi citado apenas uma vez em registros médicos.

4. Em contraste, o advogado da jovem, Mark Lanier, alegou que as plataformas digitais são projetadas para estimular recompensas constantes, comparando seu funcionamento a máquinas caça-níqueis.

5. O advogado da Meta, Paul Schmidt, apresentou dados que mostram que 71% das interações online de Kaley ocorreram no TikTok, sugerindo que o YouTube não é a principal plataforma em questão.

Impactos e consequências do julgamento

As consequências desse julgamento podem influenciar futuras legislações e ações judiciais sobre o uso de plataformas digitais, especialmente no que diz respeito à proteção de menores e à responsabilidade das empresas de tecnologia.

Análise técnica e declarações

Especialistas em psicologia infantil e representantes de empresas de tecnologia estão sendo ouvidos durante o julgamento. A questão da influência das redes sociais sobre a saúde mental de adolescentes é central nas discussões.

Próximos passos no processo

O julgamento continuará com depoimentos de figuras proeminentes da Meta e do Instagram, incluindo Adam Mosseri e Mark Zuckerberg, além de especialistas em saúde mental, que podem trazer novas perspectivas ao debate.

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