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Super El Niño avança com oceanos 6 °C acima da média

Imagem: portal de notícia Olhar Digital

Fenômeno climático se intensifica no Oceano Pacífico

Um Super El Niño está em formação no Oceano Pacífico Equatorial, com temperaturas subsuperficiais registradas em abril e maio superiores a 6 °C acima da média histórica, conforme informações da Deutsche Welle. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta uma probabilidade de 90% para a consolidação do fenômeno nos próximos meses.

Contexto geral

O Super El Niño, fenômeno climático que ocorre a cada poucos anos, é caracterizado por um aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico. O último evento significativo ocorreu entre 2023 e 2024, sendo um dos mais intensos já registrados. O aquecimento prolongado de 0,5 °C na superfície do mar, observado desde fevereiro, marca o início do evento atual.

Principais pontos do fato

1. Medições de satélites e radares confirmam o aumento da temperatura no Oceano Pacífico, com valores superiores a 6 °C acima da média histórica.

2. A OMM estima 90% de probabilidade da consolidação do Super El Niño nos próximos meses, com intensidade variando de moderada a forte.

3. Os primeiros impactos são esperados na Região Sul do Brasil durante a primavera, com volumes severos de chuva previstos.

4. O fenômeno poderá agravar a seca nas regiões Norte e Nordeste durante o inverno e início do verão, gerando preocupação no Congresso Nacional.

5. Apesar das incertezas climáticas, a safra de grãos brasileira está projetada em 356 milhões de toneladas, um aumento de 1,2% em relação ao período anterior.

Impactos e consequências

Os efeitos do Super El Niño podem resultar em desastres naturais, como secas e enchentes, impactando a agricultura e a segurança alimentar. O Congresso Nacional manifesta preocupação devido aos riscos associados ao agronegócio e à população vulnerável.

Análise técnica ou fontes

José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden, alerta para a severidade das chuvas na Região Sul. A Defesa Civil da União está monitorando as condições climáticas, mas a falta de um prognóstico preciso gera incertezas sobre o impacto final do fenômeno.

O que muda a partir de agora

As autoridades devem intensificar as medidas de monitoramento e preparação para desastres naturais. A necessidade de investimentos em infraestrutura de proteção se torna urgente, especialmente em estados como Santa Catarina, onde as verbas para defesa civil estão subutilizadas.

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