Imagem: portal de notícia Earth Science, Systems and Society
Estudo Revela Capacidade de Armazenamento de Dióxido de Carbono
Uma pesquisa recente indica que antigas rochas vulcânicas no Reino Unido têm o potencial de armazenar entre 42 milhões e 38 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), transformando-o em minerais sólidos no subsolo.
Contexto Geral
A pesquisa, publicada na revista Earth Science, Systems and Society, sugere que o Reino Unido pode se tornar um importante sumidouro de carbono. Essa descoberta é crucial em um momento em que o país busca alternativas para reduzir as emissões industriais que não podem ser eliminadas por tecnologias atuais.
Principais Pontos do Fato
As áreas de interesse para o armazenamento de CO₂ estão principalmente na Irlanda do Norte, noroeste da Inglaterra e oeste da Escócia. Essas regiões possuem rochas vulcânicas em profundidades ideais para reagir com fluidos ricos em carbono.
Pesquisadores, liderados por Angus W. Montgomery da Universidade de Edimburgo, analisaram a composição química das rochas e verificaram que elas podem reagir com o CO₂, convertendo-o em minerais sólidos, o que minimiza o risco de vazamentos.
Rochas máficas e ultramáficas são as mais adequadas para essa mineralização. A técnica envolve a captura do CO₂, dissolução em água e injeção no subsolo, onde ocorre a transformação em carbonatos estáveis.
O Antrim Lava Group na Irlanda do Norte é destacado como a formação com maior capacidade de armazenamento, podendo reter até 17 bilhões de toneladas de CO₂ em cenário máximo.
Outras formações no noroeste da Inglaterra e oeste da Escócia têm capacidades de armazenamento estimadas em 700 milhões e 600 milhões de toneladas, respectivamente.
Impactos e Consequências
Se confirmada, essa tecnologia pode oferecer uma solução significativa para as emissões industriais do Reino Unido, que em 2017 totalizaram cerca de 72 milhões de toneladas de CO₂. A soma das formações analisadas poderia absorver até 45 anos de emissões totais do país.
Análise Técnica ou Fontes
Os pesquisadores alertam que, apesar do potencial de armazenamento, essa abordagem não substitui a necessidade de redução das emissões. O armazenamento geológico deve ser uma estratégia complementar, especialmente para setores industriais difíceis de descarbonizar, como a produção de cimento e aço.
O Que Muda a Partir de Agora
Os próximos passos incluem a validação prática do potencial de armazenamento das rochas. A implementação dessa tecnologia pode levar a um debate mais amplo sobre as melhores práticas de manejo de emissões industriais e a necessidade de inovação em tecnologias limpas.









