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CCJ Aprova Proposta de Emenda à Constituição
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em 10 de outubro de 2023, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação registrou 44 votos favoráveis e 18 contrários.
Próximos Passos da Tramitação
Apesar da aprovação na CCJ, o projeto não seguirá diretamente para votação em plenário. O próximo passo envolve a criação de uma Comissão Especial temporária pela Mesa Diretora da Câmara, que será responsável por analisar o mérito da proposta.
Histórico da Proposta
A PEC 32/2015 foi originalmente apresentada em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, com o objetivo de estabelecer a maioridade penal aos 16 anos. Desde sua apresentação, o projeto passou por diversas análises e alterações, incluindo arquivamentos e mudanças de relatores.
Mudanças no Texto Original
Embora a proposta inicial buscasse uma maioridade plena, o relator atual, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou um substitutivo que mantém as regras civis atuais. Assim, os direitos políticos e civis dos jovens permanecem inalterados, com o alistamento eleitoral e o voto obrigatórios somente a partir dos 18 anos.
Argumentos a Favor e Contra
Apoentes da proposta argumentam que a redução atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Em contrapartida, opositores afirmam que a medida viola direitos fundamentais e defendem a priorização de políticas públicas voltadas à educação.
Impactos e Consequências da Proposta
A aprovação da PEC pode ter impactos significativos nas políticas de justiça juvenil no Brasil, gerando um debate intenso sobre a eficácia da redução da maioridade penal em relação ao combate à criminalidade e à proteção dos direitos dos jovens.
O Que Muda a Partir de Agora
A criação da Comissão Especial para análise do mérito da proposta é o próximo passo. Caso a Comissão aprove o texto, ele será enviado para votação no Plenário da Câmara, onde requererá o apoio de três quintos dos deputados em dois turnos, antes de seguir para o Senado.









