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Professor de jiu-jitsu é condenado a 178 anos por abusos sexuais no Amazonas

Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Sentença e condenação

O professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e multa, por crimes de abuso sexual cometidos contra alunos no Amazonas. A sentença foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) em 18 de outubro de 2023.

Investigação e denúncias

As investigações iniciaram após três ex-alunos denunciarem os abusos à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Com a prisão de Alcenor, outras vítimas se apresentaram para relatar casos semelhantes, levando as autoridades a aprofundarem as investigações.

Detalhes da condenação

Os abusos ocorreram entre 2011 e 2018, afetando adolescentes sob a orientação do professor. A juíza Dinah Câmara Fernandes enfatizou a gravidade dos crimes, determinando o cumprimento da pena em regime fechado. Além da pena, Alcenor foi condenado a indenizar as vítimas, com valores que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil, além de correção monetária e juros.

Métodos utilizados pelo acusado

Segundo a polícia, Alcenor se aproveitava de sua posição de professor e diretor de uma escola de jiu-jitsu em Manaus para se aproximar dos alunos. Os abusos foram cometidos em um padrão que incluía o uso de medicamentos para induzir o sono durante viagens e em sua residência, que funcionava como alojamento para os atletas.

Estratégias de manipulação

Alcenor conquistava a confiança dos jovens e de suas famílias ao custear passagens aéreas, inscrições em competições e oferecer presentes, como equipamentos esportivos e videogames. Tais estratégias foram apontadas como parte do método utilizado para evitar denúncias.

Prisão preventiva e riscos

Na ocasião da prisão, a Justiça considerou que havia riscos de intimidação de testemunhas e evidências de que Alcenor planejaria deixar o país, levando à decretação da prisão preventiva.

Impactos e reflexões

A condenação de Alcenor Alves Soeiro levanta preocupações sobre a proteção de jovens em ambientes esportivos. O caso reforça a necessidade de mecanismos de denúncia eficazes e de uma maior vigilância sobre treinadores e instrutores que trabalham com menores.

Próximos passos e desdobramentos

Com a condenação, espera-se que as vítimas recebam as indenizações devidas e que o caso sirva de alerta para outras instituições esportivas. As autoridades também devem intensificar as investigações sobre possíveis outros casos semelhantes envolvendo profissionais da área.

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