Imagem: portal de notícia G1
Inquérito apura mortes em operação policial no Rio de Janeiro
Promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ouviram, nesta terça-feira (28), familiares de pessoas que perderam a vida durante a Operação Contenção, ocorrida em outubro de 2025, nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. A operação resultou na morte de 122 pessoas, incluindo cinco policiais.
Contexto da Operação Contenção
A Operação Contenção foi desencadeada com o objetivo de combater o tráfico de drogas e organizações criminosas na região. No entanto, o alto número de mortes e as denúncias de abusos por parte das forças de segurança geraram críticas e chamaram a atenção da sociedade civil e de órgãos de direitos humanos.
Detalhes do atendimento aos familiares
O encontro realizado no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha buscou ouvir as versões dos parentes sobre os acontecimentos. O MPRJ, através do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), tem promovido a escuta ativa dos familiares para reunir informações essenciais à investigação. A assistente do Gaesp, Laura Minc, destacou que essa iniciativa visa facilitar o acesso à Justiça e aumentar a adesão dos familiares ao processo investigativo.
Importância da escuta dos familiares
O ouvidor do MPRJ, David Faria, enfatizou que a Ouvidoria serve como um canal de comunicação entre a população e o Ministério Público, ressaltando a importância de ouvir os parentes das vítimas para garantir a transparência e a proteção dos direitos humanos. Essa escuta é fundamental no âmbito da investigação autônoma conduzida pelo Gaesp.
Desdobramentos da investigação
Desde a operação, o MPRJ instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo e está monitorando as apurações em tempo real. O Gaesp também requisitou dados à Secretaria de Polícia Militar e à Secretaria de Polícia Civil, além de ouvir os responsáveis pelo planejamento da operação.
Recomendações e providências
Em dezembro de 2025, o Gaesp recomendou a edição de um protocolo de atuação conjunta entre as polícias para reduzir riscos e mitigar danos em operações. Uma nova recomendação em março de 2026 focou na melhoria do planejamento e uso de câmeras operacionais durante as ações policiais.
Denúncias e crimes relacionados
Até o momento, foram apresentadas oito denúncias contra 27 policiais militares por ilegalidades cometidas durante a operação, incluindo apropriação de armamento e invasão de domicílios. Essas denúncias refletem a gravidade das ações realizadas e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
Próximos passos da investigação
O MPRJ continuará a ouvir os familiares e a coletar informações que possam esclarecer os fatos. Além disso, as recomendações para a melhoria das práticas policiais devem ser implementadas para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.









