Imagem: Michel Castro/Rede Amazônica
Atropelamento gera indignação e mobiliza comunidade
Um motorista foi preso após atropelar deliberadamente seis cães comunitários em Manaus, na quarta-feira (22). O incidente ocorreu na calçada da rua Adauto Uchôa, no bairro Parque Dez de Novembro, e provocou grande revolta entre os moradores, que cuidavam dos animais.
Cenário do atropelamento
Os cães, conhecidos na região e cuidados pela comunidade, estavam descansando na calçada quando foram atingidos por um carro branco. O caso se destaca não apenas pela brutalidade do ato, mas também pela relação de afeto e responsabilidade que os moradores têm com os animais, que recebiam alimentação e cuidados regulares.
Detalhes do incidente
Imagens de câmeras de segurança revelaram o momento exato do atropelamento. Uma cadela não sobreviveu ao impacto, enquanto outros cinco animais foram feridos, com dois deles necessitando de internação. Um dos cães apresentou contusão pulmonar, mas os outros sofreram ferimentos leves.
Reação da comunidade
Moradores da região expressaram sua indignação. O empresário Jaider Souza, que presenciou o atropelamento, descreveu a cena como 'chocante' e pediu por justiça. A comunidade se organiza para cuidar dos cães, garantindo alimentação e atendimento veterinário sempre que necessário.
Prisão do suspeito
O motorista, identificado como Jefferson Figliuolo, de 35 anos, foi preso no dia seguinte ao incidente, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, enquanto tentava embarcar para São Paulo. Após ser abordado pela Polícia Federal, ele foi encaminhado à Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema).
Declarações do suspeito
Após a prisão, Figliuolo demonstrou indiferença em relação ao seu ato, afirmando que não se arrependia e que repetiria a ação. O delegado adjunto da Dema, Guilherme Antoniazzi, afirmou que a investigação irá continuar para esclarecer a motivação do crime e buscar outros elementos que possam ser relevantes.
Consequências e próximos passos
A audiência de custódia de Jefferson Figliuolo está prevista para ocorrer na mesma data de sua prisão, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção ou revogação da prisão. O aumento de crimes contra animais tem gerado preocupação nas autoridades, que buscam medidas para coibir tais comportamentos.









