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Câmara aprova venda de medicamentos em supermercados

Imagem: Olhar Digital

Aprovação do Projeto de Lei

Na noite de segunda-feira (2), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a venda de medicamentos em supermercados. A proposta, já aprovada pelo Senado em 2022, agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tramitação Acelerada

A aprovação ocorreu em regime de urgência, permitindo que o projeto fosse votado diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas. Essa tramitação acelerada foi possível graças a um requerimento apresentado pouco antes da votação.

Regras para Venda de Medicamentos

O projeto estabelece que os medicamentos vendidos em supermercados devem ser mantidos em gôndolas separadas dos demais produtos. Além disso, permite a instalação de farmácias ou drogarias dentro dos supermercados, desde que sejam em áreas delimitadas e exclusivas para a atividade farmacêutica.

Exigências para Farmácias em Supermercados

A nova legislação também exige a presença de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento das farmácias ou drogarias. Os medicamentos controlados só poderão ser entregues ao consumidor após o pagamento, garantindo uma fiscalização maior sobre a venda desses produtos.

Reações ao Projeto

A votação não foi unânime. O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João, elogiou a aprovação, afirmando que o texto protege as exigências sanitárias. Por outro lado, a deputada Maria do Rosário (PT/RS) criticou a proposta, argumentando que supermercados não devem atuar como farmácias, pois isso poderia incentivar a automedicação.

Impactos e Consequências

A nova legislação pode ter impactos significativos no setor farmacêutico e no comportamento dos consumidores. A proposta busca aumentar a concorrência no mercado, o que poderia resultar em redução de preços. No entanto, há preocupações sobre a segurança e a saúde pública, dadas as implicações da venda de medicamentos em um ambiente não especializado.

Próximos Passos

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para a sanção do presidente Lula. A expectativa é que, se sancionado, comece a valer em breve, alterando a forma como medicamentos são comercializados no Brasil e impactando a dinâmica do setor de saúde.

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