Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil
Marcha lembra morte de Luana Barbosa após 10 anos
No último sábado (25), a 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo homenageou Luana Barbosa, mulher lésbica, negra e periférica, brutalmente assassinada há dez anos. O evento ocorreu na Praça Roosevelt, reunindo centenas de manifestantes de diversas regiões da capital e cidades vizinhas.
Cenário da Manifestação
A marcha ocorreu em um contexto de crescente violência contra mulheres negras e LGBTQIA+, refletindo a luta por direitos e proteção social. Luana foi agredida por policiais militares em abril de 2016, e até hoje não há condenações ligadas ao seu caso, o que simboliza a impunidade enfrentada por muitas mulheres em situações similares.
Principais Destaques do Evento
A manifestação contou com a participação de líderes políticas, feministas, religiosas e artistas, que se uniram em torno do lema "Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver!".
Juliana Gonçalves, cofundadora da marcha, ressaltou que "depois de dez anos, muitas Luanas Barbosas continuam morrendo", citando casos recentes de violência contra mulheres negras e lésbicas.
O evento também apresentou performances culturais, como a do coletivo Bando das Macuas, que enfatizou a ancestralidade e a força das mulheres unidas na luta.
Impactos e Consequências
A marcha destaca não apenas a memória de Luana Barbosa, mas também a urgência de ações efetivas contra a violência institucional e social que afeta a população negra. As mulheres negras, que desempenham papéis cruciais na economia do cuidado, ainda enfrentam desigualdade salarial e falta de reconhecimento.
Análises de Especialistas
A participação de líderes de comunidades religiosas de matriz africana, como a Ìyalóde Marisa de Oya, enfatiza a necessidade de um espaço seguro e respeitoso para essas vozes. "Esse país não é tão laico como se fala", afirmou, evidenciando a luta contínua contra a discriminação e a violência.
Próximos Passos
A Marcha das Mulheres Negras ocorrerá em outras cidades brasileiras, como Salvador e Recife, demonstrando que a luta por direitos e justiça é uma mobilização nacional. As organizadoras prometem continuar a reivindicar reparações e a visibilidade das demandas das mulheres negras em todas as esferas sociais.









