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União Europeia propõe limites de acesso de crianças às redes sociais

Imagem: Olhar Digital

Medidas para proteger crianças nas redes sociais

A Comissão Europeia está preparando uma proposta para restringir o acesso de crianças às redes sociais, com previsão de apresentação após o verão europeu. A iniciativa vem da presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, que enfatiza a necessidade de proteger o desenvolvimento infantil no ambiente digital.

Declarações de Ursula von der Leyen

Durante entrevista em Bruxelas, von der Leyen destacou que as crianças precisam de 'tempo no mundo real' para brincar, fazer amigos e formar suas identidades, antes que algoritmos influenciem suas vidas. Ela questionou se as redes sociais devem ter acesso às crianças, em vez de apenas discutir se elas podem acessá-las.

Relatório de especialistas sobre a questão

Um relatório entregue a von der Leyen recomenda que a União Europeia limite o acesso de crianças menores de 13 anos às redes sociais, a menos que supervisionadas por pais ou educadores. O documento, elaborado pelo psiquiatra infantil Jörg Fegert e pela epidemiologista Dra. Maria Melchior, sugere que adolescentes de 13 a 18 anos só tenham acesso a plataformas com medidas de segurança implementadas.

Contexto da proposta

A proposta da Comissão Europeia ocorre em um contexto de crescente pressão por regulamentações mais rigorosas, especialmente após a Austrália anunciar a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos a partir do final de 2025. Essa decisão estimulou outros países, como Dinamarca, Grécia e França, a acelerarem suas legislações sobre o tema.

Possíveis regulamentações e enfoques

Embora uma proibição total pareça improvável, a tendência é que a União Europeia adote um modelo focado na segurança digital. Em vez de bloquear plataformas populares, a regulamentação deve se concentrar em recursos que possam ser prejudiciais, como a rolagem infinita e feeds algorítmicos que causam comportamento viciante em jovens.

Apoio da opinião pública

A crescente preocupação com a segurança digital das crianças tem apoio significativo da opinião pública. Uma pesquisa recente da YouGov revelou que 75% dos adultos em vários países europeus acreditam que as redes sociais devem permanecer inacessíveis para menores até que as empresas comprovem a segurança de seus ambientes digitais.

Próximos passos

A proposta formal da Comissão Europeia deve ser apresentada até setembro, e sua aprovação poderá levar a uma série de regulamentações que visam proteger as crianças no uso das redes sociais. A expectativa é que as discussões sobre o tema avancem rapidamente, dada a pressão de países membros e da sociedade civil.

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