Home / Últimas Notícias / Gilmar Mendes suspende penduricalhos a membros do Judiciário e MP

Gilmar Mendes suspende penduricalhos a membros do Judiciário e MP

Imagem: portal de notícia G1

Suspensão de Verbas Indenizatórias

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o pagamento de verbas indenizatórias sem previsão legal, conhecidas como penduricalhos, a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público (MP).

Decisão e Prazos Estabelecidos

Mendes determinou que os tribunais de Justiça e os MPs estaduais suspendam, em até 60 dias, o pagamento dessas verbas com base em leis estaduais. A decisão também inclui a interrupção de pagamentos baseados em decisões administrativas e atos normativos secundários em até 45 dias.

Normativa e Consequências

Os pagamentos permitidos após os prazos estabelecidos deverão ser aqueles expressamente previstos em leis editadas pelo Congresso Nacional. O ministro destacou que o descumprimento da decisão poderá resultar em sanções administrativas e penais.

Uniformidade no Regime Remuneratório

Gilmar Mendes defendeu que o regime remuneratório de magistrados e membros do MP deve ser uniforme em todo o país. Ele argumentou que a atuação dos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve limitar-se à regulamentação de normas expressamente previstas em lei.

Desigualdade na Concessão de Verbas

O ministro apontou um 'desequilíbrio enorme' na concessão de penduricalhos, especialmente na Justiça Estadual, onde as verbas indenizatórias são mais abrangentes. Mendes ressaltou que os subsídios de desembargadores e procuradores-gerais devem ser vinculados aos de ministros do STF.

Proliferação Descoordenada de Verbas

Ele criticou a proliferação descoordenada de verbas, que, segundo ele, dificulta o controle da legitimidade constitucional e dos gastos públicos com pessoal no âmbito do Judiciário.

Contexto e Desdobramentos

A decisão de Mendes complementa uma medida anterior do ministro Flávio Dino, que já havia proibido a publicação de novas leis sobre pagamentos a servidores que ultrapassem o teto constitucional. O mérito da decisão de Dino será julgado pela Corte nesta quarta-feira (25).

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *