Imagem: Agência Brasil
Mudanças na legislação de trabalho feminino
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defende que o fim da escala 6×1, que prevê apenas um dia de folga na semana, permitirá maior acesso das mulheres ao mercado de trabalho.
Abertura da matéria
Em uma entrevista exclusiva à Agência Brasil, Márcia Lopes afirmou que a mudança na jornada de trabalho é uma exigência contemporânea, que favorece a saúde e as relações sociais das mulheres. A discussão ocorre em meio à tramitação do Projeto de Lei 1838/2026, que propõe a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado.
Contexto geral
A proposta de alteração na jornada de trabalho surge em um cenário de crescente debate sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho no Brasil. O governo Lula apresentou o PL 1838/2026, que busca não apenas reduzir a carga horária, mas também enfrentar a desigualdade salarial que afeta as mulheres.
Principais pontos do fato
1. A ministra Márcia Lopes destaca que o fim da escala 6×1 é vital para a saúde e bem-estar das mulheres, permitindo que elas se dediquem também a atividades não remuneradas.
2. O Projeto de Lei 1838/2026 está em tramitação no Congresso Nacional, com regime de urgência solicitado pelo governo federal, aguardando análise na Câmara dos Deputados.
3. Além do PL, duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) estão em discussão, que visam também extinguir a escala 6×1.
4. A desigualdade salarial é evidenciada por dados que mostram que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado.
Impactos e consequências
A proposta de fim da escala 6×1 pode resultar em impactos significativos na vida das mulheres, incluindo a redução da sobrecarga de trabalho e uma maior inclusão no mercado. Economicamente, a alteração pode levar a um aumento do absenteísmo, mas também a uma melhora no bem-estar social.
Análise técnica ou fontes
Márcia Lopes argumenta que a mudança na jornada de trabalho não apenas beneficiará as mulheres, mas também terá um efeito positivo nas empresas, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Especialistas, como economistas da CNI e CNC, expressam preocupações sobre os possíveis impactos negativos na competitividade e inflação.
O que muda a partir de agora
A tramitação do PL 1838/2026 e das PECs relacionadas será acompanhada de perto, e espera-se que a discussão sobre a jornada de trabalho e a igualdade salarial se intensifique, com desdobramentos importantes nas políticas trabalhistas e sociais do país.









