Imagem: Rede Amazônica
Tradição e origem do evento
A Alvorada Vermelha, evento que antecede o Festival de Parintins, é uma celebração que reúne os torcedores do Boi Garantido. A origem do evento está ligada à figura do 'convidador', importante na comunicação nas comunidades amazônicas antes da era digital.
Contexto histórico
Historicamente, o papel do convidador era crucial para a divulgação de festas e acontecimentos nas comunidades. Com a falta de meios de comunicação como rádio e televisão, esses comunicadores percorriam as localidades para informar sobre eventos importantes.
Principais pontos do fato
O convidador tinha a responsabilidade de avisar a vizinhança sobre celebrações, sendo uma figura respeitada na comunidade. Conforme explicou o historiador Basílio Tenório, essa prática remonta ao início da formação de Parintins, onde a comunicação era feita de forma pessoal.
A aposentada Georgina Mendonça relembra como os convites eram feitos, com pessoas visitando casas para informar sobre missas e celebrações. Essa tradição se manteve viva ao longo do tempo, adaptando-se às novas realidades.
A Alvorada Vermelha, formalizada em 1975 por Paulinho Faria, adaptou o formato do convidador ao boi-bumbá, tornando-se um patrimônio cultural do Amazonas. Faria não só foi o primeiro apresentador do Boi Garantido, mas também seu primeiro convidador oficial.
Impactos e consequências
A Alvorada do Garantido, além de ser uma tradição local, reforça a identidade cultural da comunidade de Parintins, atraindo turistas e fortalecendo a economia local. A prática do convidador, mesmo com a modernização, continua a ser um elo entre gerações.
Análise técnica
Especialistas como o comunicador Sales Santos afirmam que, mesmo com o avanço da tecnologia, o modelo de comunicação do carro de som se mostrou eficaz, pois obriga a atenção dos ouvintes, ao contrário de outros meios que podem ser desligados.
Próximos passos e desdobramentos
Com a Alvorada do Garantido se aproximando, espera-se que as tradições relacionadas ao convidador continuem a ser celebradas, atraindo cada vez mais participantes e visitantes, e mantendo viva a cultura do boi-bumbá em Parintins.









