Imagem: Rede Amazônica
Suspensão da remoção de flutuantes
A Justiça do Amazonas determinou, na última sexta-feira (20), a suspensão da ordem de remoção e desmonte de flutuantes na bacia do Tarumã-Açu, localizada na Zona Oeste de Manaus. A decisão foi proferida pelo presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Airton Gentil, e se aplica até o julgamento final do caso ou nova deliberação do tribunal.
Contexto da decisão
A ação original da Vara Especializada do Meio Ambiente (Vema) previa a retirada de 74 flutuantes em diversas áreas, incluindo Manaus Moderna e Educandos. No entanto, a extensão da medida foi questionada, visto que afetava estruturas no Tarumã-Açu. A falta de participação dos moradores e trabalhadores da região no processo foi um dos principais pontos levantados durante a análise.
Impactos sociais e econômicos
A decisão judicial leva em consideração os potenciais impactos sociais e econômicos da remoção dos flutuantes, que poderiam afetar diversas famílias e pequenos empreendedores que dependem dessas estruturas para sua subsistência. A Justiça destacou a necessidade de um diálogo mais amplo com as partes envolvidas antes de qualquer ação decisiva.
Causas da poluição e soluções conjuntas
Laudos técnicos apontam que a poluição na área do Tarumã-Açu é, em grande parte, resultante do despejo de lixo e esgoto de igarapés urbanos, e não apenas da presença dos flutuantes. A decisão enfatiza a importância de encontrar soluções coletivas e planejadas, ao invés de adotar medidas unilaterais que possam agravar a situação.
Reações e declarações
O defensor público geral do Amazonas, Rafael Barbosa, declarou que a suspensão representa 'uma vitória do diálogo e do devido processo legal', ressaltando a importância de considerar o impacto social sobre as famílias afetadas. O defensor Carlos Almeida Filho e Thiago Rosas também abordaram a necessidade de um planejamento que envolva a participação da comunidade.
Próximos passos e desdobramentos
O caso segue em análise no TJAM, e ainda não há uma decisão definitiva sobre a permanência ou remoção dos flutuantes na região do Tarumã-Açu. As partes envolvidas devem se reunir para discutir alternativas que conciliem a preservação ambiental com as necessidades da comunidade local.









