Imagem: portal de notícia G1 AM
Criada comissão para discutir políticas de inclusão
A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) formou uma comissão para discutir a implementação de cotas para pessoas transgênero em seus cursos de graduação e pós-graduação, em resposta a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF).
Recomendação do MPF
O MPF acompanhou a oferta de vagas suplementares para candidatos trans em editais da UFAM, apontando a ausência de uma norma interna que estabelecesse percentuais e procedimentos claros para essa inclusão. Diante da falta dessa regulamentação, foi aberto um processo administrativo sob a supervisão do procurador da República Igor Jordão Alves.
Comissão e suas atribuições
A comissão criada pela UFAM é composta por representantes de diferentes pró-reitorias, incluindo graduação, pesquisa e pós-graduação, inovação tecnológica e assistência estudantil. A presidência do grupo está a cargo da pró-reitora de extensão. A comissão também conta com a participação da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram) e do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat/AM).
Prazo para apresentação de resultados
Os integrantes da comissão têm um período de 90 dias para apresentar os resultados dos trabalhos e propostas em relação às cotas para pessoas trans na UFAM.
Prioridade para a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão
O caso foi classificado como prioridade pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/AM), com metas estabelecidas até julho de 2026, visando assegurar a inclusão e direitos da população trans na educação superior.
Expectativas e próximos passos
A criação de cotas para pessoas transgênero na UFAM representa um avanço nas políticas de inclusão e diversidade no ambiente acadêmico. A expectativa é que a regulamentação ajude a aumentar a representatividade e a garantir direitos a um grupo historicamente marginalizado.









