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Tecnologia de Biometria Facial Invade os Estádios Brasileiros
A implementação do reconhecimento facial nos estádios brasileiros tem transformado a experiência dos torcedores, permitindo acesso mais rápido e seguro às arenas. Desde a promulgação da Lei Geral do Esporte em junho de 2023, a biometria tornou-se obrigatória em locais com capacidade superior a 20 mil pessoas.
O que é a Biometria Facial?
A biometria facial permite que os torcedores acessem os estádios sem a necessidade de ingressos físicos. A tecnologia, ao reconhecer o rosto do usuário previamente cadastrado, agiliza a entrada e reduz fraudes. Fernando Melchert, diretor de Tecnologia da Bepass, destaca que a personalização do ingresso elimina a possibilidade de trocas e empréstimos.
Cenário Atual e Impactos
O Allianz Parque, em São Paulo, foi pioneiro na adoção dessa tecnologia, resultando em um aumento significativo na média de público. Antes da biometria, a média de torcedores no Brasileirão Masculino era de 25.531, subindo para 26.513 após a implementação. Além disso, clubes como o Santos também já estão utilizando a tecnologia, mesmo sem atingir o limite legal.
Dados e Segurança
A conexão do sistema de biometria com o Banco Nacional de Mandados de Prisão permite que a polícia identifique torcedores com pendências jurídicas, resultando em detenções em jogos. O programa 'Estádio Seguro', iniciado em 2023, já identificou mais de 280 procurados em São Paulo.
Críticas e Preocupações
Apesar dos benefícios, há preocupações com a privacidade dos dados coletados. O relatório 'Esporte, Dados e Direitos' questiona a adoção do reconhecimento facial, enfatizando a necessidade de regulamentações para proteger a privacidade dos torcedores.
Próximos Passos e Desdobramentos
A expectativa é que mais clubes adotem a tecnologia, ampliando a segurança e a experiência do torcedor. No entanto, debates sobre a privacidade e uso dos dados devem continuar, influenciando futuras legislações e práticas no futebol brasileiro.









