Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nova estratégia visa tornar biodiversidade ativo econômico
O governo brasileiro apresentou nesta quarta-feira (1º) o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), com o objetivo de transformar a biodiversidade em um dos principais ativos econômicos do país até 2035. A proposta abrange desde extrativistas até a indústria, prevendo ações como a ampliação do pagamento por serviços ambientais e a incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Contexto Geral
O PNDBio surge em um momento de crescente interesse global pela sustentabilidade e pela exploração consciente dos recursos naturais. O Brasil, com sua vasta biodiversidade, tem o potencial de liderar nesse setor, conciliando desenvolvimento econômico e conservação ambiental. O plano é resultado de dois anos de trabalho colaborativo entre 16 ministérios, sociedade civil, academia e setor privado.
Principais Pontos do Fato
1. O PNDBio está estruturado em três eixos principais: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva; e Produção sustentável de biomassa.
2. O eixo de Sociobioeconomia visa apoiar 6 mil empreendimentos e aumentar em 20% os contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para produtores de baixa renda.
3. Serão valorizados serviços ambientais e socioculturais de comunidades tradicionais, com a meta de pagar a 300 mil beneficiários e aumentar em 50% o número de organizações que podem receber benefícios da repartição de patrimônio genético até 2035.
4. O plano propõe a recuperação de 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa e a concessão de 60 Unidades de Conservação para ecoturismo.
5. O eixo de Bioindustrialização pretende aumentar em 5% a participação de fitoterápicos no faturamento da indústria farmacêutica.
6. O aproveitamento da biomassa será incentivado, promovendo produtos agrícolas e florestais, além do desenvolvimento da indústria de biocombustíveis.
Impactos e Consequências
A implementação do PNDBio pode resultar em significativos impactos sociais e econômicos, como a geração de empregos nas áreas de ecoturismo e bioindústria, além de promover a inclusão social de comunidades tradicionais. A valorização da biodiversidade também pode atrair investimentos e fomentar a inovação no setor.
Análise Técnica ou Fontes
A secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, afirmou que o plano representa uma mudança de paradigma, focando no uso sustentável dos ativos ambientais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que a bioeconomia é uma oportunidade para todos os setores, desde extrativistas até indústrias cosméticas e farmacêuticas.
O que muda a partir de agora
Com a aprovação do PNDBio, o governo iniciará a implementação das 185 ações estratégicas definidas. As próximas etapas incluem a mobilização de recursos e parcerias, além da criação de um sistema de monitoramento para avaliar os resultados das iniciativas propostas. A expectativa é que o plano contribua para a construção de uma economia mais verde e inclusiva no Brasil.









