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Justiça do Amazonas determina nova paralisação de aterro sanitário em Iranduba

Imagem: Divulgação/MPAM

Paralisação das Obras

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ordenou a suspensão imediata das obras de um aterro sanitário em Iranduba, após um recurso do Ministério Público do Amazonas (MPAM) que questionou a legalidade da continuidade do empreendimento.

Decisão Judicial

A decisão, publicada em 24 de outubro de 2023, aponta indícios de irregularidades no licenciamento ambiental da obra. Entre os problemas identificados, destaca-se a falta de uma certidão de viabilidade emitida pelo município, um documento exigido pela legislação ambiental.

Documentação Insuficiente

A empresa responsável apresentou apenas uma declaração de viabilidade datada de 2018, considerada insuficiente pela Justiça para comprovar a regularidade do projeto. A decisão também exige que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) forneça, em 15 dias, a íntegra do processo administrativo de licenciamento.

Histórico de Paralisações

Esta é a segunda suspensão das obras em menos de 15 dias. Em 14 de fevereiro de 2023, o juiz Felipe Nogueira Cadengue de Lucena havia atendido a um pedido do MPAM, reconhecendo indícios de irregularidades no licenciamento. Apesar da liminar, as obras foram retomadas em 19 de fevereiro após recurso da empresa.

Reação dos Moradores

Os moradores de Iranduba manifestam opiniões divergentes sobre a implementação do aterro sanitário. Enquanto alguns pedem a interdição do lixão atual e a implantação do novo aterro, outros levantam preocupações sobre os impactos ambientais e sociais da construção.

Implicações e Consequências

A suspensão das obras pode acarretar impactos significativos para a gestão de resíduos na região. A continuidade do lixão atual gera preocupações em relação à saúde pública e ao meio ambiente, enquanto a falta de um aterro adequado pode comprometer a solução para o problema de descarte de resíduos sólidos.

Análise do Caso

Especialistas em direito ambiental ressaltam a importância do cumprimento das normas de licenciamento ambiental, destacando que a ausência de documentação adequada pode levar a consequências jurídicas e sociais. A situação reflete a necessidade de um planejamento mais rigoroso para projetos de grande impacto.

Próximos Passos

Com a nova ordem de paralisação, as obras permanecerão suspensas até uma nova deliberação do Judiciário. A análise detalhada dos documentos pelo Ipaam será crucial para determinar os próximos passos e a viabilidade do aterro sanitário em Iranduba.

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