Imagem: David McNew/Getty Images/AFP
Dados alarmantes entre estudantes do Amazonas
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (25), revela que 8,8% dos estudantes de 13 a 17 anos no Amazonas já experimentaram drogas ilícitas. O levantamento abrange alunos de escolas públicas e privadas em todo o estado.
Diferenças entre sexos e redes de ensino
Os dados mostram uma discrepância significativa entre os sexos. No Amazonas, 10,5% dos meninos relataram o uso de drogas ilícitas, enquanto apenas 7,1% das meninas afirmaram o mesmo. Além disso, o estudo revela que o uso de drogas varia conforme a rede de ensino: 9,2% dos alunos em escolas públicas relataram já ter utilizado drogas, em comparação com apenas 3,1% nas escolas privadas.
Situação em Manaus
Na capital do estado, Manaus, o índice é de 8,2% entre os estudantes dessa faixa etária. A diferença entre meninos e meninas se mantém, com 9,5% dos meninos afirmando ter usado drogas e 6,9% das meninas. Também nas escolas da capital, 9% dos alunos das redes públicas relataram uso de drogas, em contraste com 3% nas privadas.
Uso de dados para políticas públicas
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) do Amazonas declarou que está utilizando os dados da PeNSE 2024 para fortalecer políticas públicas que visam reduzir vulnerabilidades e aumentar a permanência dos estudantes na escola. Iniciativas psicossociais, campanhas preventivas e ações do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar são algumas das estratégias mencionadas para promover a saúde mental e a cultura de paz entre os jovens.
Cenário nacional
A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e o apoio do Ministério da Educação. Esta edição, a quinta, abrange mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em instituições de ensino em todo o Brasil, refletindo um panorama crítico da saúde e bem-estar dos adolescentes.
Próximos passos
Os dados da pesquisa devem servir como base para a implementação de novas políticas e programas voltados à saúde mental e à prevenção de uso de substâncias entre os estudantes. A expectativa é que as ações se intensifiquem, visando não apenas a redução do uso de drogas, mas também o fortalecimento do ambiente escolar.









