Imagem: portal de notícia G1
Depoimento interrompido por mal-estar
O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi abruptamente encerrado após a mesma passar mal durante as perguntas do relator da CPMI, Alfredo Gaspar.
Contexto do depoimento
Ingrid Santos foi convocada a depor devido a sua ligação com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), entidade envolvida em irregularidades que acarretaram perdas significativas para o INSS. O depoimento ocorreu em um momento crítico, em que a CPMI busca esclarecer ações que resultaram em desvios de recursos previdenciários.
Detalhes do incidente
Durante o depoimento, a empresária sofreu um mal-estar, levando o presidente da CPMI, Carlos Viana, a suspender os trabalhos imediatamente para que ela recebesse atendimento médico. Ingrid deixou a sessão antes de concluir suas respostas.
Ligação com a Conafer
Ingrid é sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos associados à Conafer, que é suspeita de receber mais de R$ 100 milhões decorrentes de descontos ilegais em benefícios previdenciários. Cícero é considerado um operador central em um esquema investigado pela CPMI.
Responsabilidade e alegações
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, enfatizou que mais de R$ 13 milhões foram recebidos por Ingrid, oriundos de recursos indevidamente descontados de aposentados e pensionistas. Ele ressaltou a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
Decisão do STF
Antes do depoimento, o ministro do STF, Cristiano Zanin, concedeu a Ingrid um habeas corpus permitindo que ela permanecesse em silêncio durante a oitiva, o que também gerou discussões sobre a validade de sua colaboração.
Próximos passos da CPMI
Carlos Viana anunciou a intenção de prorrogar os trabalhos da CPMI por 60 dias para aprofundar as investigações. Um pedido formal já foi protocolado, mas aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Caso não haja resposta, Viana considera recorrer ao STF para assegurar a continuidade das atividades.








