Imagem: Fabio Rodrigues/g1
Aumento de casos de dengue no Amazonas
A dengue é a arbovirose com mais casos confirmados no Amazonas nos dois primeiros meses de 2026, de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). O informe, divulgado na quinta-feira (26), abrange o período de 1º de janeiro a 21 de fevereiro.
Contexto Geral
Nos primeiros meses do ano, o estado do Amazonas tem enfrentado um aumento significativo nos casos de arboviroses, com destaque para a dengue. Historicamente, a região é vulnerável a surtos dessas doenças devido ao clima tropical e à presença do mosquito Aedes aegypti, vetor principal da dengue.
Principais Pontos do Fato
Durante o período mencionado, foram registrados 1.824 casos suspeitos de arboviroses no Amazonas. Desses, 222 foram confirmados como dengue, com base em critérios laboratoriais e clínico-epidemiológicos.
Além da dengue, o boletim epidemiológico também confirmou cinco casos de chikungunya, dois de febre de Mayaro, dois de zika e um de febre Oropouche. Os dados estão sujeitos a atualizações conforme novas notificações surgem.
Os municípios que registraram o maior número de casos suspeitos de arboviroses incluem Manaus (606), Eirunepé (165), Envira (148), Jutaí (120), Guajará (112), Tabatinga (92), Tefé (67), Manacapuru (64), Benjamin Constant (59), Ipixuna (54), Humaitá (53) e Carauari (49).
Impactos e Consequências
O aumento dos casos de dengue e outras arboviroses pode ter sérias implicações sociais e de saúde pública, incluindo a sobrecarga dos serviços de saúde e a necessidade de campanhas intensificadas de prevenção e conscientização.
Análise Técnica
Especialistas em saúde pública ressaltam que a prevenção é crucial. A principal medida recomendada é a eliminação de locais com água parada que servem como criadouros para o mosquito Aedes aegypti. Além disso, é aconselhado evitar áreas de mata e beira de rios entre 9h e 16h, especialmente no caso da febre Oropouche.
O que muda a partir de agora
Com a elevação dos casos, as autoridades de saúde do Amazonas devem intensificar as ações de vacinação contra a dengue, que atualmente é oferecida em 44 municípios para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Medidas educativas e campanhas de conscientização também são esperadas para combater a proliferação do mosquito transmissor.









