Imagem: portal de notícia Rede Amazônica
Relatório aponta irregularidades na gestão da Educação
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) identificou um rombo de R$ 1,117 bilhão na Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) durante a gestão do ex-governador Wilson Lima. O relatório, datado de 12 de junho de 2026, revela irregularidades em contratos, pagamentos e falta de alimentos na merenda escolar.
Contexto Geral
A fiscalização do TCE foi motivada pela insatisfação com o desempenho do Amazonas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), onde o estado obteve as piores notas entre os 27 estados brasileiros. A auditoria anterior já havia apontado problemas em contratos com suspeitas de superfaturamento.
Principais Pontos do Fato
Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, o TCE realizou uma inspeção detalhada que envolveu a verificação de pagamentos a fornecedores e o controle de estoques da merenda escolar. O relatório revelou que sete empresas contratadas pela Seduc-AM não foram localizadas em seus endereços registrados.
Um dos principais achados foi a divergência alarmante no estoque de alimentos, onde o sistema da Seduc-AM indicava R$ 103,7 milhões em produtos, enquanto a inspeção encontrou apenas cerca de R$ 2 milhões. Isso inclui a falta de 853 toneladas de frango e 121 toneladas de carne bovina.
O relatório também destacou problemas no transporte escolar, como a utilização de veículos com capacidade acima do permitido, com um ônibus transportando 118 alunos em uma rota projetada para 44 passageiros.
Impactos e Consequências
As irregularidades apontadas no relatório do TCE podem gerar consequências significativas para o estado do Amazonas, incluindo possíveis ações judiciais contra os responsáveis, além de uma pressão maior por transparência e responsabilidade na gestão pública.
Análise Técnica ou Fontes
Especialistas em administração pública destacam a gravidade das falhas na gestão educacional e afirmam que a falta de planejamento e a má execução das políticas públicas podem comprometer o futuro da educação no estado. O TCE reforça a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os gastos públicos e a importância de responsabilizar os gestores.
O Que Muda a Partir de Agora
O próximo passo envolve a análise do relatório pelo Governo do Amazonas, que deverá apresentar uma resposta e possíveis medidas corretivas. A expectativa é que novos procedimentos de fiscalização sejam implementados para evitar a repetição de tais irregularidades e garantir a efetividade dos recursos públicos na educação.








