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Queda de 70% nos focos de calor no Amazonas em janeiro de 2026

Imagem: Reuters/Bruno Kelly

Redução significativa de focos de calor

O Amazonas registrou uma queda de 70% nos focos de calor em janeiro de 2026, conforme divulgado pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na quarta-feira, 11. O estado contabilizou 18 focos, em comparação a 60 no mesmo mês do ano anterior.

Contexto geral

Os focos de calor são pontos de alta temperatura detectados por satélites, utilizados para identificar possíveis queimadas. Embora não indiquem necessariamente incêndios florestais, são indicadores importantes do estado da vegetação. A última vez que o Amazonas teve um número inferior a 18 focos em janeiro foi em 2012, quando foram registrados apenas oito.

Principais pontos do fato

Em janeiro de 2026, os municípios de Autazes, Barcelos e Lábrea registraram dois focos cada. Em contraste, no mesmo mês de 2025, São Gabriel da Cachoeira liderou com 16 focos, seguido por Guajará e Barcelos com oito e seis focos, respectivamente.

O ano de 2025 foi marcado por um recorde histórico, com o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica do Inpe, contabilizando 4.545 focos. Essa redução representa uma queda de 82,18% em relação a 2024, que teve 25.499 focos, a maior redução já registrada.

Impactos e consequências

A redução nos focos de calor reflete a ampliação da presença do Corpo de Bombeiros em áreas críticas e tem implicações positivas para a preservação ambiental. O Amazonas, em 2025, ocupou a 5ª posição no ranking de focos de calor da Amazônia Legal, contribuindo com apenas 6% do total da região.

Análise técnica

Especialistas destacam que a queda nos focos de calor é uma tendência que pode ser atribuída a políticas de combate ao desmatamento e ao fortalecimento das ações de fiscalização. A continuidade dessa redução dependerá da implementação de medidas eficazes de monitoramento e controle.

O que muda a partir de agora

Os próximos passos incluem a manutenção das ações de prevenção e combate a incêndios florestais, além de um acompanhamento rigoroso dos focos de calor. As autoridades esperam que a tendência de redução se mantenha ao longo de 2026, promovendo a sustentabilidade da região.

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