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Suspensão da vacina contra dengue no Amazonas
O estado do Amazonas anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão, tomada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), foi comunicada na segunda-feira (8) e segue orientações do Ministério da Saúde e da Anvisa.
Contexto da vacinação
A vacina Butantan-DV, primeira do mundo aplicada em dose única e desenvolvida inteiramente no Brasil, começou a ser administrada no início de 2023, inicialmente voltada para profissionais da saúde. Até o momento, o Amazonas recebeu 25.580 doses, das quais 5.780 já foram aplicadas.
Motivos da suspensão
A medida foi motivada pela identificação de 42 casos de reações adversas severas após a vacinação, com sintomas compatíveis com dengue grave, como dor abdominal intensa, vômitos e sangramentos. Entre os casos, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos que estão sob investigação.
Monitoramento das vacinas
A FVS-RCP informou que, apesar da suspensão, o acompanhamento das pessoas vacinadas continuará. Serão monitoradas 916 pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias para identificar e garantir assistência em caso de eventos adversos.
Impacto da decisão
A suspensão da vacinação poderá afetar a cobertura vacinal e a estratégia de controle da dengue no estado, especialmente considerando a importância da imunização como ferramenta de saúde pública. A FVS-RCP destacou que a medida é preventiva e demonstra a eficácia dos sistemas de vigilância sanitária.
Análise de especialistas
Especialistas em saúde pública ressaltam a importância de investigar minuciosamente os eventos adversos para garantir a segurança dos imunizantes. A transparência nas informações será crucial para fortalecer a confiança da população na vacinação.
Próximos passos
O governo do Amazonas não informou se os casos investigados ocorreram no estado, mas a suspensão da vacina se estenderá até a conclusão das análises das autoridades sanitárias. Estados e municípios devem reforçar a vigilância e a busca por possíveis efeitos adversos entre os vacinados.









