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Nova técnica de edição de DNA em embriões mostra avanços significativos

Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

Cientistas da Universidade de Columbia avançam na edição genética

Pesquisadores liderados pelo geneticista Dieter Egli desenvolveram uma técnica inovadora de edição de DNA que promete corrigir mutações hereditárias em embriões humanos com alta precisão, sem causar os danos estruturais associados a métodos anteriores.

Contexto geral

A edição de DNA tem sido uma área controversa na biotecnologia, especialmente após a introdução da ferramenta CRISPR. Apesar de suas promessas, o CRISPR frequentemente resultou em danos genômicos sérios, levando a debates éticos sobre suas aplicações. A nova técnica, denominada edição de bases, foi concebida para superar essas limitações.

Principais pontos do fato

1. A nova técnica permite a edição de genes como PCSK9 e HBG, que estão relacionados a doenças cardíacas e produção de hemoglobina, respectivamente. Os testes foram realizados em óvulos fertilizados e embriões de duas células doados.

2. Os pesquisadores conseguiram alterar simultaneamente os dois genes sem os danos cromossômicos massivos observados anteriormente com o CRISPR.

3. Em 2020, a equipe de Egli havia enfrentado problemas significativos ao utilizar o CRISPR, resultando em perdas de grandes segmentos de DNA em embriões.

4. Apesar dos avanços, a técnica ainda gera mosaicismo, onde o embrião contém células editadas e não editadas, o que pode acarretar problemas médicos se o embrião se desenvolver até o nascimento.

Impactos e consequências

A pesquisa pode ter implicações significativas na medicina reprodutiva, especialmente para pacientes de fertilização in vitro. No entanto, a possibilidade de modificação genética levanta questões bioéticas complexas, incluindo a possibilidade de 'designer babies' e as consequências sociais de tais tecnologias.

Análise técnica ou fontes

Paula Amato, especialista em fertilidade, classificou a nova abordagem como promissora, mas enfatizou a necessidade de análise minuciosa dos dados finais do estudo, que ainda está em revisão por pares.

Ana Iltis, bioeticista, alertou que a segurança total da técnica exigirá um monitoramento rigoroso, pois efeitos adversos podem emergir somente após o nascimento.

O que muda a partir de agora

Os próximos passos incluem a realização de testes em embriões de aproximadamente 100 células, que são a fase em que as clínicas de fertilização normalmente congelam e avaliam o material genético. O financiamento para estas pesquisas será providenciado pela empresa Nucleus Genomics, uma vez que o governo americano não apoia pesquisas com embriões humanos.

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