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CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos

Imagem: Agência Brasil

Proibição entra em vigor após alertas sobre riscos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos a partir de 2 de outubro de 2023, devido aos graves riscos associados ao seu uso, como reações adversas severas e complicações de saúde.

Contexto geral

O PMMA, material plástico utilizado em preenchimentos estéticos, tem sido alvo de polêmicas devido a relatos de complicações graves. O CFM, em sua resolução nº 2.461/2026, fundamenta sua decisão em evidências de que o uso do material pode resultar em sequelas severas, incluindo infecções e até morte.

Principais pontos do fato

1. A proibição do PMMA foi anunciada em 1º de outubro de 2023, com a resolução entrando em vigor no dia seguinte. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, ressaltou a importância da medida para a segurança dos pacientes.

2. A cirurgiã plástica Graziela Bonin, relatora da resolução, destacou que qualquer uso do PMMA, inclusive sua publicidade, será considerado infração. A decisão visa proteger a saúde da população.

3. O PMMA é um material que, quando injetado, pode causar reações inflamatórias crônicas e complicações como formação de granulomas e necrose. O volume injetado está diretamente relacionado ao risco de complicações.

4. A única exceção à proibição é o uso do PMMA no tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, que deve seguir protocolos específicos e ser realizado em unidades de alta complexidade do SUS.

5. O CFM já havia solicitado à Anvisa, em janeiro de 2025, o banimento total do PMMA devido a mortes associadas ao seu uso por profissionais não médicos. A Anvisa, no entanto, declarou que o produto é seguro quando usado de acordo com as normas.

Impactos e consequências

A proibição do PMMA representa uma mudança significativa no setor de estética, podendo impactar o mercado de preenchimentos faciais e corporais. A decisão é vista como um passo importante para a proteção da saúde dos pacientes e para a regulamentação ética da prática médica.

Análise técnica

Especialistas alertam que a proibição do PMMA é um reflexo da necessidade de maior controle sobre procedimentos estéticos. A resolução do CFM é apoiada por dados de entidades médicas que indicam os riscos associados ao uso do material.

O que muda a partir de agora

A partir da proibição, médicos não poderão mais utilizar o PMMA em procedimentos estéticos, e a publicidade relacionada ao uso do material também será penalizada. O CFM planeja novas reuniões com a Anvisa para discutir o banimento total do produto do mercado, exceto para casos específicos de tratamento.

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