Imagem: Olhar Digital
Cabo Polar Connect visa garantir soberania de dados da Europa
A União Europeia (UE) apoia um projeto para a construção de um cabo de fibra óptica submarino, denominado Polar Connect, que ligará a Escandinávia à Ásia através do Polo Norte. A iniciativa busca mitigar riscos associados ao tráfego de internet atual que passa pelo Mar Vermelho, uma área frequentemente afetada por tensões geopolíticas.
Contexto Geral
Cerca de 90% do tráfego de internet europeu atualmente transita pelo Mar Vermelho, região que tem enfrentado apagões devido a conflitos e acidentes marítimos. O Polar Connect é uma resposta a essa vulnerabilidade, com a expectativa de que a nova infraestrutura esteja operante até 2030.
Principais Pontos do Fato
O projeto é liderado por operadoras de redes acadêmicas nórdicas, a agência de pesquisa polar da Suécia e a empresa GlobalConnect Carrier. A UE já alocou nove milhões de euros para os preparativos iniciais, incluindo uma pesquisa de rota prevista para 2026.
O custo total estimado do Polar Connect é de 2 bilhões de euros, com a seção entre Noruega e Japão projetada para custar menos de 1 bilhão de euros.
A urgência da Europa em encontrar rotas alternativas é evidenciada por incidentes recentes, incluindo um míssil que danificou cabos submarinos no Mar Vermelho e ataques que impactaram as rotas no Golfo Pérsico.
Impactos e Consequências
A construção do Polar Connect pode aumentar a resiliência da rede digital da Europa e diminuir a latência na comunicação entre continentes. No entanto, a viabilidade técnica do projeto é questionada devido aos desafios climáticos e operacionais no Polo Norte.
Análise Técnica ou Fontes
Especialistas expressam ceticismo sobre a viabilidade do projeto, citando dificuldades como danos potenciais causados pelo gelo. Alan Mauldin, diretor de pesquisa da TeleGeography, alerta que a manutenção na região é complexa e pode resultar em longos períodos de inatividade.
O que muda a partir de agora
A pesquisa de rota programada para 2026 é um passo crucial para a execução do projeto. A UE continua a monitorar a situação geopolítica que impulsiona a necessidade de alternativas ao tráfego atual, o que poderá influenciar futuras decisões sobre investimentos em infraestrutura.









