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Liberdade Provisória para Suspeitos de Exploração de Animais no Amazonas

Imagem: Vinicius Assis/Rede Amazônica

Justiça concede liberdade a quatro suspeitos de exploração animal

A Justiça do Amazonas decidiu conceder liberdade provisória a quatro homens acusados de explorar animais silvestres em atividades turísticas na região do lago do Janauari, em Iranduba. Os suspeitos foram presos durante a Operação Anhangá 2, realizada em 9 de setembro de 2023.

Operação Anhangá 2

A Operação Anhangá 2, realizada pela Polícia Civil e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), resultou na prisão de Abraão Monteiro Cascos, Francisco Souza da Silva, Joabe Monteiro Cascos e Anailton Veríssimo Rodrigues. Durante a ação, dois jacarés e uma preguiça foram resgatados, animais que supostamente eram utilizados para tirar fotos com turistas mediante pagamento.

Condições da Liberdade Provisória

Apesar da liberdade concedida, os suspeitos deverão cumprir medidas cautelares que incluem proibição de frequentar áreas de visitação turística, manter animais silvestres em cativeiro e comercializar ou transportar espécies da fauna nativa sem autorização. Eles também devem se apresentar mensalmente à Justiça.

Investigação e Resgates

Durante a operação, um dos suspeitos chegou a cobrar R$ 30 para permitir fotos com os animais, sem saber que estava sendo filmado. A polícia encontrou evidências de maus-tratos, como cordas usadas para amarrar os animais e pequenos cativeiros. Os animais resgatados foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Manaus para avaliação veterinária.

Impactos e Consequências

A exploração de animais silvestres para atividades turísticas é uma prática que levanta questões éticas e legais, refletindo a necessidade de uma maior proteção à fauna nativa no Brasil. O caso pode gerar um debate mais amplo sobre a exploração de animais e a responsabilidade dos turistas em apoiar práticas sustentáveis.

Próximos Passos

A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas, que busca esclarecer todos os detalhes do caso. Os laudos periciais dos animais resgatados são aguardados e podem indicar se os bichos foram sedados ou se sofreram maus-tratos, o que poderá resultar em novas ações legais contra os suspeitos.

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