Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A Folia como Caminho de Autocuidado
O carnaval pré-carnavalesco em Brasília se tornou um espaço de autocuidado para cuidadores de familiares com doenças demenciais, especialmente mulheres. O coletivo "Filhas da Mãe", fundado em 2019, destaca a importância de cuidar de si enquanto cuida do outro.
Contexto Geral
O cuidado de familiares com doenças como Alzheimer demanda tempo e dedicação, frequentemente levando os cuidadores a negligenciarem sua própria saúde mental e física. O coletivo Filhas da Mãe surgiu como uma resposta a essa necessidade, oferecendo apoio e promoção de saúde aos cuidadores.
Principais Pontos do Fato
Carmen Araújo, professora de 59 anos, participa dos eventos do coletivo, lembrando que cuidar do pai com Alzheimer por 15 anos a fez perceber a importância do autocuidado. Ela destaca que o carnaval é um momento de liberdade e alegria.
A psicanalista Cosette Castro, uma das fundadoras do Filhas da Mãe, compartilha sua experiência de 10 anos cuidando da mãe com Alzheimer. Para ela, é vital abordar a sobrecarga emocional que os cuidadores enfrentam.
O coletivo atende cerca de 550 pessoas, oferecendo serviços de apoio, incluindo iniciativas virtuais. A promoção de saúde e a visibilidade para a sobrecarga dos cuidadores são objetivos centrais.
Além do Filhas da Mãe, outro grupo, "Me chame pelo nome", desfilou no carnaval com uma fanfarra composta por pessoas com deficiência, promovendo resistência e combate ao preconceito.
Impactos e Consequências
As iniciativas dos coletivos visam não apenas apoiar os cuidadores, mas também promover a saúde mental e física, reduzindo o risco de doenças como hipertensão e transtornos mentais entre esse público.
Análise Técnica ou Fontes
A atuação de Cosette Castro ressalta a necessidade de tratar a saúde do cuidador como uma prioridade. A música, segundo ela, possui um valor terapêutico, resgatando memórias e proporcionando momentos de alívio emocional.
O Que Muda a Partir de Agora
O carnaval se reafirma como um espaço de cuidado e solidariedade. As ações dos coletivos pretendem continuar, buscando novas formas de apoio e visibilidade para os desafios enfrentados pelos cuidadores de familiares com doenças demenciais.









