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Acordo entre Apple e Intel visa fabricação de semicondutores
A Apple e a Intel chegaram a um acordo preliminar que permitirá à Intel fabricar parte dos chips utilizados em dispositivos da Apple, conforme fontes familiarizadas com as negociações revelaram ao The Wall Street Journal.
Lead
O acordo entre as duas gigantes da tecnologia, que já vinha sendo discutido há mais de um ano, marca um passo significativo para a Intel, que busca revitalizar sua performance no mercado de semicondutores. A definição dos produtos específicos que utilizarão os chips fabricados pela Intel ainda está pendente.
Contexto Geral
Nos últimos anos, a Intel enfrentou desafios significativos, perdendo espaço para competidores como a TSMC e a Samsung. A chegada de Lip-Bu Tan como CEO no ano passado trouxe promessas de revitalização e mudanças estruturais na empresa, que se mostram cruciais neste novo acordo com a Apple.
Principais pontos do fato
As negociações entre a Apple e a Intel se intensificaram ao longo de 2022 e 2023. O governo do ex-presidente Donald Trump desempenhou um papel importante ao incentivar a parceria, convertendo quase US$ 9 bilhões em subsídios em uma participação de 10% na Intel.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, se reuniu com executivos da Apple e outras empresas proeminentes, como Nvidia e Tesla, para promover a Intel como parceira estratégica.
Com o novo acordo, a Intel se junta à lista de parceiros que já inclui a Nvidia e a Tesla, ampliando sua presença no mercado de produção de chips personalizados.
Impactos e consequências
A parceria poderá impactar significativamente a cadeia de suprimentos da Apple, que atualmente depende quase exclusivamente da TSMC para a fabricação de seus chips. A diversificação dos fornecedores pode ajudar a Apple a mitigar riscos relacionados a interrupções na produção.
Além disso, a Intel espera que a colaboração ajude a recuperar sua fatia de mercado e atrair novos clientes, após anos de dificuldades e reestruturações internas.
Análise técnica ou fontes
Especialistas do setor destacam que a aliança entre Apple e Intel pode ser uma resposta estratégica às crescentes pressões competitivas no mercado de semicondutores. Além disso, a relação com o governo dos EUA, que demonstrou apoio à Intel, pode ser um fator determinante para o sucesso da parceria.
O que muda a partir de agora
Com o acordo preliminar estabelecido, os próximos passos incluem a definição dos produtos que utilizarão os chips da Intel e o início efetivo da produção. A expectativa é que a Intel amplie seus investimentos em tecnologia de fabricação e inovação para atender à demanda da Apple e outros parceiros.









