Imagem: portal de notícia TV Globo
Caso Benício: erro médico e negligência em hospital particular
Investigação revela que médica estava vendendo maquiagem pelo celular enquanto atendia Benício, de 6 anos, que agonizava após receber uma dose inadequada de adrenalina.
Resumo do caso
O caso ocorreu em novembro de 2025 no hospital Santa Júlia, em Manaus. Benício foi atendido com tosse seca e, durante o procedimento, recebeu uma superdosagem de adrenalina, resultando em sua morte. A médica Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso, fraude processual e falsidade ideológica.
Contexto geral
O atendimento de emergência em hospitais privados tem se tornado foco de críticas, especialmente em situações onde há falhas na administração de medicamentos. O caso de Benício destaca a importância da observância rigorosa dos protocolos médicos e da responsabilidade profissional.
Principais pontos do fato
1. **Atendimento inicial**: Benício deu entrada no hospital com sintomas não críticos. Ao ser atendido pela médica, a adrenalina foi administrada de forma inadequada. 2. **Negligência da médica**: Durante o atendimento, Juliana Brasil trocava mensagens para vender cosméticos, desconsiderando a gravidade do estado do paciente. 3. **Reação adversa**: A superdosagem de adrenalina levou a criança a apresentar complicações graves, resultando em sua morte algumas horas depois. 4. **Tentativas de isenção de culpa**: Após o incidente, a médica alegou em vídeo que o sistema do hospital alterou a forma de administração do medicamento, o que foi refutado em perícia. 5. **Indiciamento**: A médica e a técnica de enfermagem que aplicou a adrenalina foram indiciadas, podendo responder por júri popular, junto com diretores do hospital.
Impactos e consequências
O caso levanta questões sobre a segurança em hospitais privados e a necessidade de protocolos rigorosos na administração de medicamentos. Além disso, pode resultar em mudanças nas normas de fiscalização e atendimento nas unidades de saúde.
Análise técnica ou fontes
O delegado Marcelo Martins destacou que a conduta da médica foi inaceitável, considerando a situação crítica do paciente. A defesa da médica argumenta a favor de falhas no sistema hospitalar, o que será analisado em um possível julgamento.
O que muda a partir de agora
Os próximos passos incluem a continuidade da investigação e a preparação para um possível júri popular. A expectativa é que o caso gere discussões sobre a ética médica e a responsabilidade nas práticas hospitalares.









