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Acordo UE-Mercosul entra em vigor e pode transformar economia da Amazônia

Imagem: Getty Images via BBC

Acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia começa a valer

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entrou em vigor no Brasil no dia 1º de setembro de 2023. Considerado um dos tratados comerciais mais abrangentes entre os dois blocos, o pacto promete não apenas ampliar o acesso a mercados, mas também impactar diretamente a economia da Amazônia, incentivando atividades sustentáveis e aumentando a pressão internacional por preservação ambiental.

Contexto geral do acordo

Desde sua assinatura em 2019, o acordo foi alvo de intensos debates e análises, principalmente em relação à sua possível influência sobre a sustentabilidade e a economia da Amazônia. O Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e a União Europeia, juntos representam uma significativa parte do comércio global, o que torna este acordo uma peça-chave na dinâmica econômica entre regiões.

Principais pontos do fato

1. O acordo elimina tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul, com reduções graduais previstas para um período de quatro a dez anos, dependendo do produto.

2. A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, destacou que o tratado pode diversificar a inserção da Amazônia no comércio internacional, com foco em produtos de alta valorização, como frutas amazônicas, cacau e itens da bioeconomia.

3. A redução de barreiras regulatórias é esperada para facilitar o acesso desses produtos ao mercado europeu, impactando positivamente micro, pequenas e médias empresas, além de cooperativas locais.

4. O acordo deve estimular investimentos em atividades que agreguem valor à produção local, com potenciais avanços em áreas como transformação industrial e inovação.

5. Além dos impactos econômicos, o tratado também pode gerar efeitos sociais, ampliando oportunidades para comunidades tradicionais e mulheres empreendedoras.

Impactos e consequências

A implementação do acordo pode gerar significativas repercussões sociais e ambientais. A valorização de cadeias produtivas sustentáveis pode representar uma oportunidade para a preservação da Amazônia, ao criar incentivos econômicos que tornam a conservação mais vantajosa do que atividades de desmatamento.

Análise técnica e declarações

A embaixadora Schuegraf ressaltou que a demanda europeia por produtos sustentáveis e rastreáveis reforça que a preservação ambiental deve ser um pilar no desenvolvimento econômico. O acordo está alinhado aos compromissos internacionais, como o Acordo de Paris, que visa a redução de emissões e o combate às mudanças climáticas.

O que muda a partir de agora

Com a entrada em vigor do acordo, as expectativas são de que haja um aumento significativo nas exportações de produtos amazônicos para a Europa, além de um fortalecimento das políticas de controle do desmatamento no Brasil. O aumento das exigências por rastreabilidade e conformidade ambiental poderá resultar em uma pressão maior sobre o governo brasileiro para assegurar a sustentabilidade na produção.

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