Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
Tartarugas-cabeçudas são avistadas com frequência na Baía de Guanabara
O reaparecimento de tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, tem atraído a atenção de pesquisadores e pescadores artesanais, podendo trazer novas informações sobre o comportamento da espécie ameaçada de extinção.
Contexto Geral
Desde 2024, o Projeto Aruanã, focado na conservação de tartarugas marinhas no litoral fluminense, tem documentado um aumento significativo de registros dessas tartarugas no interior da baía. Este fenômeno é considerado inédito do ponto de vista científico e levanta questões sobre as condições ambientais da região.
Principais Pontos do Fato
Em 18 de abril de 2025, pesquisadores e pescadores marcaram dois indivíduos da espécie que foram encontrados em currais de pesca na baía. Essa ação representa um marco para futuras pesquisas sobre a tartaruga-cabeçuda e seu comportamento.
A tartaruga-cabeçuda, que normalmente habita áreas oceânicas e se alimenta de crustáceos, está sendo observada em águas internas da Baía de Guanabara, onde a presença desses animais se intensificou desde julho de 2025.
A bióloga Larissa Araujo, do Projeto Aruanã, destaca que relatos anteriores sobre a espécie eram esporádicos e não sistematizados, sugerindo que as tartarugas agora podem encontrar condições favoráveis de alimentação na baía.
Impactos e Consequências
Embora o aumento da presença das tartarugas-cabeçudas possa indicar uma resiliência ambiental, a Baía de Guanabara ainda enfrenta desafios significativos, como a poluição da água, colisões com embarcações e a captura acidental durante a pesca.
Análise Técnica ou Fontes
A coordenadora do Projeto Aruanã, Suzana Guimarães, ressalta que não é possível afirmar uma relação direta entre a presença das tartarugas e a melhoria ambiental da baía, dada a limitada eficácia das ações de despoluição até o momento.
Ela destaca, no entanto, que os registros de tartarugas na baía são um indicativo da biodiversidade ainda presente na região, apesar da poluição.
O que muda a partir de agora
O Projeto Aruanã planeja uma nova fase de monitoramento com o uso de transmissores via satélite, com o objetivo de mapear rotas, tempo de permanência e áreas preferenciais das tartarugas dentro da baía. A colaboração de pescadores e moradores é fundamental para o sucesso desta iniciativa.
O caso de Jorge, uma tartaruga-cabeçuda que foi reabilitada e monitorada após 40 anos em cativeiro, também chamou a atenção para a questão da conservação, estimulando o interesse da comunidade nas questões ambientais.









