Imagem: portal g1 AM
Renúncia marca o fim de dois mandatos
O ex-governador Wilson Lima renunciou ao cargo de governador do Amazonas no sábado (4), após liderar o estado por dois mandatos consecutivos, iniciados em 1º de janeiro de 2019. Sua gestão foi caracterizada por crises significativas, incluindo o colapso da saúde durante a pandemia de Covid-19 e investigações sobre irregularidades em contratos públicos.
Contexto da gestão e crise da saúde
Durante a pandemia, o Amazonas enfrentou uma grave crise sanitária em 2021, com o sistema de saúde entrando em colapso em janeiro daquele ano. A falta de oxigênio nos hospitais resultou em cenas dramáticas, onde médicos e voluntários transportavam oxigênio por conta própria, enquanto o governo transferia pacientes para outros estados.
Investigações e acusações
As investigações surgiram em meio à crise da pandemia, com o ex-governador se tornando réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por irregularidades na compra de respiradores. O Ministério Público Federal (MPF) alegou que houve dispensa irregular de licitação e superfaturamento na aquisição de 28 ventiladores pulmonares, que custaram mais de R$ 100 mil cada, causando um prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Desdobramentos econômicos
Em março de 2023, Lima apresentou um projeto de lei à Assembleia Legislativa para incluir R$ 3,2 bilhões no orçamento de 2026, referente a um empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O orçamento estimado para 2026 é de R$ 38 bilhões, e a medida visava liberar os recursos necessários para futuros financiamentos.
Mudanças políticas com a renúncia
Com a renúncia de Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza, o Amazonas entra em um novo cenário político, com a previsão de uma eleição indireta para a escolha do próximo governador. As cartas de renúncia foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).
O futuro das eleições no Amazonas
Após a confirmação da saída de Lima, que anunciou sua pré-candidatura ao Senado, o presidente da Aleam, Roberto Cidade (União Brasil), assumiu interinamente o governo do estado. A solenidade de posse ocorreu na tarde de domingo (5). As próximas etapas incluem a organização de uma nova eleição e a definição dos próximos passos para a gestão pública no Amazonas.









