Imagem: portal g1.
Negligência no atendimento em maternidade de Manaus
Uma jovem de 18 anos, identificada como Ana Clara, deu à luz na recepção da Maternidade Dona Nazira Daou, em Manaus. O caso, que ocorreu na noite de sexta-feira, dia 27, gerou acusações de negligência por parte da família da paciente.
Contexto do ocorrido
Ana Clara chegou ao hospital às 21h30, apresentando fortes dores e sinais de perda de líquido amniótico. A situação se agravou quando, mesmo informando a equipe de que estava prestes a dar à luz, a jovem foi deixada em pé, sem receber a assistência devida em uma maca.
Principais pontos do fato
1. A cunhada de Ana Clara, Priscila Gomes, relatou que a paciente não foi devidamente acolhida na recepção, apesar da urgência. 2. Ana Clara foi alertada sobre a iminência do nascimento do bebê, mas somente recebeu uma cadeira de rodas quando já estava em trabalho de parto. 3. O parto ocorreu na recepção, diante de outros pacientes que aguardavam atendimento, o que gerou angústia entre os familiares. 4. Após o parto, Ana Clara foi colocada em uma maca sem lençol em um quarto sem ar-condicionado.
5. A família afirmou que o recém-nascido apresenta alergia e ainda está sob observação. 6. Ana Clara e o bebê ainda não receberam alta até a terça-feira, dia 31.
Reação da unidade de saúde
A Maternidade Dona Nazira Daou se pronunciou, afirmando que Ana Clara foi acolhida imediatamente e que o parto ocorreu sob cuidados da equipe médica. A unidade destacou que o recém-nascido nasceu com boas condições e que a paciente recebeu toda a assistência necessária após o parto.
Impactos e consequências
O incidente levantou discussões sobre a qualidade do atendimento nas maternidades de Manaus, destacando a importância de protocolos adequados para situações de emergência. Além disso, pode resultar em investigações sobre a conduta da equipe médica e possíveis melhorias na infraestrutura da unidade.
Análise técnica
Especialistas em saúde pública comentam que a situação evidencia a necessidade de treinamento contínuo de profissionais para lidar com emergências obstétricas. A falta de protocolos pode expor pacientes a riscos desnecessários.
Próximos passos
A família pretende buscar esclarecimentos sobre o atendimento e considerar medidas legais. O hospital deve conduzir uma investigação interna, além de revisar seus procedimentos para garantir que incidentes semelhantes não ocorram no futuro.









