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Caminhada do Silêncio em São Paulo denuncia violência de estado

Imagem: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Ato em Memória às Vítimas de Violência do Estado

A 6ª edição da Caminhada do Silêncio, realizada neste domingo (29), em São Paulo, reuniu centenas de pessoas para lembrar as vítimas da violência de estado, destacando a importância da memória histórica e da luta por justiça.

Cenário da Caminhada

A concentração ocorreu em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, um dos principais centros de repressão da ditadura militar brasileira, onde muitas pessoas foram torturadas e desapareceram. O cortejo seguiu em direção ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

Organização e Participação

O evento foi organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política. O ato contou com a presença de familiares de vítimas, ativistas de direitos humanos e representantes de mais de 30 organizações da sociedade civil.

Declarações e Mensagens

A coordenadora da área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues, enfatizou a necessidade de discutir os impactos da ditadura militar no presente. Ela destacou que a luta por uma democracia mais justa é essencial e que a memória das vítimas deve ser preservada.

Impacto Social e Político

O diretor executivo do Instituto, Rogério Sotilli, ressaltou que a Caminhada do Silêncio é uma resposta ao autoritarismo e à impunidade persistente. Ele apontou que a defesa do Estado democrático de Direito não deve ser responsabilidade apenas das instituições, mas deve envolver a sociedade civil como um todo.

Manifesto da Caminhada

No final do evento, um manifesto foi lido, enfatizando que o silêncio dos participantes é uma forma de resistência e memória ativa. As vítimas de violência do estado, segundo o texto, permanecem vivas na luta por justiça e verdade.

Próximos Passos e Desdobramentos

A caminhada não apenas rememorou o passado, mas também sinalizou a necessidade de ações concretas em relação às recomendações da Comissão Nacional da Verdade, que ainda aguardam cumprimento. O evento reforçou a urgência da luta por direitos humanos e pela construção de uma democracia mais equitativa.

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