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COP15 no Brasil promove legado ambiental com novo bosque

Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Construção de um bosque nativo marca a COP15

Durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, participantes plantaram um bosque de árvores nativas e frutíferas, simbolizando uma ação conjunta em prol da preservação ambiental.

Ação significativa para a conservação

A secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Amu Fraenkel, destacou a importância da ação, afirmando que o evento representa uma oportunidade para pensar globalmente e agir localmente, envolvendo todos na proteção das espécies migratórias.

Bosque da COP15 e sua relevância

O Bosque da COP15 foi criado em uma área estratégica, com o objetivo de aumentar a quantidade de áreas verdes em Campo Grande. A bióloga Sílvia Ray Pereira ressaltou que o projeto visa conciliar a arborização urbana e a saúde da população, ao mesmo tempo em que proporciona um habitat seguro para animais silvestres.

Espécies plantadas e seu impacto

No total, foram plantadas 250 mudas de espécies nativas do Cerrado, incluindo o manduvi, fundamental para a nidificação da arara-azul. A ação visa atrair a espécie de volta à cidade, criando um ambiente seguro para sua reprodução.

Desenvolvimentos na plenária

Na manhã do dia 28, a plenária que antecedeu o último dia da COP15 deliberou sobre mais de 100 itens na agenda, com consenso em quase todas as deliberações. O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, confirmou que as propostas serão oficialmente adotadas na plenária final.

Medidas de conservação apoiadas pelo Brasil

Entre as medidas discutidas, destacam-se o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e a promoção de ações internacionais para a proteção de tubarões, como o tubarão-mangona e o tubarão-peregrino.

Novas inclusões nas listas de proteção

Após a plenária final, serão incluídas em listas de proteção da CMS as aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado, além de outras espécies como o peixe pintado e a ariranha. No entanto, a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II foi retirada pelo Brasil para garantir continuidade nas avaliações.

Próximos passos e desdobramentos

A partir da COP15, espera-se uma implementação mais robusta das medidas de conservação discutidas, com foco em ações locais que contribuam para a proteção das espécies migratórias e o aumento das áreas verdes nas cidades.

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