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Expiração da Patente do Ozempic: Expectativa por Genéricos no Brasil

Imagem: portal de notícia G1

Novo cenário para a semaglutida no Brasil

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, expirou no dia 20 de outubro de 2023. A expectativa é que novas versões do medicamento sejam disponibilizadas no Brasil, mas até o momento, não há produtos genéricos nas farmácias.

Contexto geral

Durante 20 anos, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk teve exclusividade sobre a semaglutida no Brasil. A empresa tentou prorrogar a patente por mais 12 anos, mas perdeu na Justiça. Com a expiração da patente, outras empresas podem agora desenvolver suas próprias versões do medicamento.

Principais pontos do fato

Quinze empresas brasileiras solicitaram autorização à Anvisa para fabricar versões da semaglutida, mas nenhuma foi aprovada até o momento.

A Anvisa prevê que, com a análise em andamento, pelo menos uma nova caneta pode chegar ao mercado até junho de 2024.

A complexidade da semaglutida, que se insere entre medicamentos sintéticos e biológicos, aumenta o rigor da análise regulatória, exigindo critérios técnicos mais detalhados.

Das 15 solicitações, duas estão em fase mais avançada: as farmacêuticas EMS e Ávita Care. A Anvisa pediu informações adicionais a essas empresas em março, com um prazo de 120 dias para resposta.

A EMS investiu R$ 1,2 bilhão na produção nacional da semaglutida e ampliou sua capacidade produtiva para até 20 milhões de canetas anuais.

Impactos e consequências

A entrada de novos concorrentes promete impactar o mercado, mas a redução imediata dos preços não é garantida. Os medicamentos biológicos, como a semaglutida, não podem ter cópias exatas, resultando na ausência de genéricos tradicionais.

Análise técnica ou fontes

Raphael Sanches, gerente de medicamentos da Anvisa, destaca que a complexidade do medicamento exige garantias de segurança. As farmacêuticas devem fornecer evidências de que seus produtos não apenas são eficazes, mas também seguros.

O que muda a partir de agora

As empresas precisam cumprir exigências rigorosas antes de obterem a aprovação. A Anvisa seguirá avaliando cada pedido, e a expectativa é que as versões nacionais do medicamento comecem a ser disponibilizadas até meados de 2024.

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