Imagem: portal de notícia O Globo
Três réus condenados pelo assassinato de advogado
O policial militar Leandro Machado da Silva e os comparsas Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes foram condenados a 30 anos de prisão cada um pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024.
Contexto do crime
Rodrigo Crespo foi assassinado com mais de 10 tiros no centro do Rio de Janeiro, em frente ao escritório onde era sócio, localizado a poucos metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). O crime gerou grande repercussão devido à sua ligação com atividades ilegais no setor de jogos.
Detalhes do julgamento
O julgamento, que durou dois dias e foi concluído na noite de 6 de outubro, resultou na aceitação integral das teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O tribunal reconheceu qualificadoras de motivo torpe, que se relaciona com a atuação profissional da vítima.
Motivação do crime
De acordo com o MPRJ, o assassinato de Rodrigo Crespo estava vinculado a interesses de uma organização criminosa envolvida em jogos de apostas online. O advogado teria contrariado esses interesses ao considerar investimentos no setor, como a abertura de um sporting bar em Botafogo.
Ação dos criminosos
As investigações indicaram que o crime foi planejado com antecedência, incluindo monitoramento da rotina da vítima. Os acusados, segundo o MPRJ, agiram em emboscada, dificultando a defesa de Crespo.
Relação com organizações criminosas
O MPRJ destacou que os réus tinham ligações com Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um contraventor investigado por atividades relacionadas ao jogo do bicho, que foi preso em operação da Polícia Federal em fevereiro.
Impactos da condenação
A condenação dos réus pode ter repercussões significativas no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, especialmente na área de jogos ilegais, além de servir como um alerta para os envolvidos no setor.
Próximos passos
Com a conclusão do julgamento, a defesa dos condenados pode recorrer da decisão. O caso também pode gerar novas investigações sobre a organização criminosa envolvida e seus impactos no mercado de jogos.









