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Novo estudo revela potencial de redução nos preços de medicamentos
Uma pesquisa da University of Liverpool sugere que versões genéricas das canetas Ozempic e Wegovy, utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, poderiam ter um custo mensal inferior a R$ 16, ampliando o acesso a esses tratamentos.
Contexto geral
O Ozempic e o Wegovy, ambos da farmacêutica Novo Nordisk, têm se tornado cada vez mais populares no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A alta demanda por esses medicamentos, somada a seus custos elevados no mercado, levantou preocupações sobre a acessibilidade para a população em geral.
Principais pontos do fato
1. Os pesquisadores estimam que o custo anual da semaglutida, o princípio ativo de ambos os medicamentos, poderia variar entre R$ 147,62 e R$ 738,12, em comparação com os preços atuais que chegam a R$ 7.075,50 para o Wegovy nos EUA.
2. A farmacêutica anunciou a redução dos preços para US$ 675 (R$ 3.540,37) a partir de janeiro de 2024, mas mesmo assim, os custos ainda são considerados altos, especialmente no Brasil, onde o tratamento com Ozempic pode custar até R$ 1.299,70 por mês.
3. Com o vencimento das patentes, espera-se que versões genéricas do Ozempic sejam lançadas ainda este ano em mercados como Brasil e Índia, o que poderá provocar uma guerra de preços e reduzir os custos mensais para até US$ 15 (R$ 80) em algumas regiões.
4. Os especialistas alertam que a viabilidade dos genéricos dependerá da produção em massa de dispositivos de baixo custo e da análise rigorosa pela Anvisa antes da aprovação para comercialização.
Impactos e consequências
A possível introdução de genéricos no mercado pode resultar em um aumento significativo no acesso a tratamentos para diabetes e obesidade, beneficiando uma parcela da população que atualmente não pode arcar com os altos custos dos medicamentos.
Análise técnica ou fontes
Andrew Hill, pesquisador da Universidade de Liverpool, enfatiza que a redução de preços pode permitir que países tratem de forma mais abrangente suas populações. O estudo ainda não foi revisado por pares, mas oferece bases para discussões sobre políticas de saúde pública.
O que muda a partir de agora
Com o fim da patente da semaglutida no Brasil previsto para 20 de março, o mercado deve se preparar para a chegada de genéricos. A Anvisa deverá priorizar a análise desses novos produtos, e o Ministério da Saúde já solicitou agilidade nesse processo, destacando a importância de garantir a qualidade e eficácia desses medicamentos.









