Imagem: Jucélio Paiva/Rede Amazônica
Ministério Público solicita revogação da prisão domiciliar
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com um recurso na Justiça visando a cassação da prisão domiciliar concedida a Mayara Silva da Silva, suspeita de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil, Luciano Carvalho de Sena, que ocorreu em um confronto em Manaus na sexta-feira, 24 de março de 2023.
O caso do investigador assassinado
O investigador Luciano Carvalho foi baleado no pescoço e no braço durante uma ação policial que resultou em troca de tiros com ocupantes de veículos suspeitos. Ele foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos. O incidente ocorreu por volta das 10h e foi registrado por câmeras de segurança.
Prisão domiciliar e justificativas do MP
Mayara foi beneficiada com a prisão domiciliar no dia 25 de março, devido à sua condição de gestante. Contudo, o MPAM argumenta que a gravidade do crime e a apreensão de quase uma tonelada de drogas justificam a prisão preventiva em regime fechado, afirmando que ela não é uma traficante eventual e está profundamente inserida em uma organização criminosa de alta periculosidade.
Detalhes da ação policial
A troca de tiros que resultou na morte do policial envolveu a abordagem de um veículo por uma viatura descaracterizada, onde estava o policial. O confronto se deu após a chegada de outros veículos ao local, onde foi observada a movimentação suspeita entre os carros, conforme as imagens das câmeras de segurança.
A prisão de Mayara e desdobramentos
Mayara foi presa no início da noite do dia do confronto em um condomínio no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. Outro suspeito, identificado como Rafael, foi localizado e também morreu após reagir à abordagem policial na madrugada do dia seguinte.
Impacto e repercussão do caso
O assassinato do investigador e a prisão dos envolvidos geraram uma comoção na população e nas forças de segurança, evidenciando a violência e o risco enfrentados por policiais civis na luta contra o crime organizado em Manaus.
Próximos passos e desdobramentos legais
Com o recurso do MPAM, espera-se uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) sobre a revogação da prisão domiciliar de Mayara. Caso a Justiça atenda ao pedido, a suspeita poderá ser transferida para um presídio, onde permanecerá até o desfecho do processo.









