Imagem: Fundação Cultural Palmares – Governo Federal
Comemorações do Dia Internacional da Mulher Negra
Neste sábado, 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. A data é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela, em homenagem à líder quilombola que simboliza a resistência e a luta pela igualdade.
Contexto Histórico de Tereza de Benguela
Tereza de Benguela viveu no século XVIII e tornou-se líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, após a morte de seu marido, José Piolho, assassinado por soldados do estado. Conhecida como 'rainha Tereza', ela liderou a comunidade de mais de 100 pessoas, entre indígenas e negros, que resistiu à escravidão até 1770.
Legado e Relevância
Embora a morte de Tereza e seu local de nascimento permaneçam incertos, sua figura é uma referência de luta e resistência para as mulheres negras no Brasil. A jornalista e pesquisadora Leonor Costa destaca: 'Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta.'
Titulação de Terras Quilombolas
Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, sublinha a urgência da titulação de terras quilombolas. Ela afirma que 'a maioria do público dos territórios quilombolas é formada por mulheres', que buscam a proteção de seus direitos e territórios contra a grilagem e outras formas de exploração.
Dados Sobre Quilombos no Brasil
Atualmente, existem mais de 8 mil quilombos no Brasil, reunindo mais de 1,3 milhão de pessoas em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. A titulação desses territórios é fundamental para garantir direitos e a dignidade dessas comunidades.
Comemorações e Mobilização
A data de 25 de julho, instituída como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra desde 2014, coincide com o Dia Internacional, que existe desde 1992. Este ano, a 14ª edição do Julho das Pretas, uma iniciativa do Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador, mobiliza mais de 600 atividades em todo o país.
A Marcha das Mulheres Negras
Entre as ações programadas, destaca-se a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que busca justiça para Luana Barbosa, mulher negra e lésbica vítima de violência em 2013. O evento é um espaço de reivindicação e luta por direitos e dignidade para as mulheres negras.









